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Periodontia

Esse texto foi elaborado com o propósito de explicar a importância da Periodontia e os campos e formas de atuação do periodontista no contexto da Odontologia moderna.

A manutenção dos dentes por toda a vida com beleza e saúde constitui-se em uma consquista da ciência.

A Odontologia tem conseguido grandes avanços filosóficos e tecnológicos e hoje o Brasil desponta como um dos grandes expoentes mundiais. Ainda hoje, o grande entrave para a universalização das conquistas técnicas tem sido as desigualdades sociais avssaladoras que segregam a população carente de recursos.

O objetivo fundamental da Periodontia é a permanência dos dentes com função estética.


Para esse fim utilizam-se meios de atuação preventivos, curativos, regenerativos e de controle das doenças que atam obre as gengivas e o osso que sustenta as raízes dentais.

A ação do especialista em Periodontia dá-se em:

- prevenção de doenças bucais em geral;
- tratamento não cirúrgico de doenças dos tecidos que circundam o dente (periodonto);
- tratamento cirúrgico de defeitos anatômicos e seqüelas de doenças;
- tratamento cirúrgico para possibilitar colocação de restaurações e próteses;
- regeneração de estruturas e tecidos perdidos por infecções;
- cirurgias plásticas gengivais com finalidade estética;
- remoção de freios labiais e linguais proeminentes;
- planejamento e colocação de implantes osseointegrados.

Doença periodontal inflamatória crônica

Essa doença é hoje a principal causa de perda de dentes em adultos. Sua ocorrência geralmente tem início após os vinte anosde idade, embora algumas formas mais graves possam surgir até mesmo antes da puberdade ou durante a adolescência.

Quais são os seus sinais?

Você poderá se portador de alguma forma de doença periodontal se:

- Suas gengivas sangram ao uso de fio dental e/ou escova de dentes;
- Suas gengivas estão vermelhas, inchadas ou moles;
- Você está com mau hálito ou gosto ruim na boca;
- Sai pus de sua gengiva quando você a aperta;
- Seus dentes estão entortando ou surgem espaços entre eles;
- Suas gengivas estão retraindo ou separando-se dos dentes;
- Sua Prótese removível está ferindo sua boca ou não está encaixando de modo correto;
- Você sente dor nas gengivas;
- Você sente dor em algum dente ao ingerir líquidos frios.

Como isso acontece?

A doença periodontal comum tem início com o acúmulo de placa bacteriana sobre os dentes (placa é um agregado de bactérias fino, pegajoso e incolor). As bactérias da placa produzem toxinas que provocam uma inflamação indolor na gengiva, a chamada gengivite. Sem tratamento, essa inflamação vai aprofundando-se e formando uma bolsa entre o dente e a gengiva até levar à destruição do osso que envolve os dentes (periodontite).

Paralelamente, os sais minerais da saliva incorporam-se à placa, causando o seu endurecimento progressivo chamado cálculo ou tártaro. A partir daí o problema vai se agravando mais e mais, já que a rugosidade da superfície do tártaro favorece ainda mais a adesão da placa, complicando todo o processo. As bactérias da placa atual diretamente reabsorvendo o osso ou indiretamente, ao provocar uma reação do organismo que ao tentar destruir as bactérias acaba se alto-destruindo através da reabsorção óssea. Após algum tempo a destruição do osso (perda óssea) passa a comprometer a estabilidade dos dentes, tornando-os “bambos” até que caiam ou tenham que ser extraídos pelo dentista. Portanto, o que ocorre é um desequilíbrio na ecologia bucal com um aumento do número ou virulência das bactérias e/ou uma redução na capacidade de defesa dos tecidos orais ou do organismo como um todo.

Há outras causas?

Sim. Há dois grupos de fatores que podem predispor ou agravar a doença. O primeiro grupo é o dos fatores de retenção de placa bacteriana, que atuam aumentando a agressão:

- Restaurações e próteses com infiltrações ou contorno incorreto, aparelhos ortodônticos, dentes tortos, dificuldade de abertura da boca, dificuldade motora para higiene bucal.

O segundo grupo é o dos fatores que atuam reduzindo a defesa do organismo:

- Doenças sistêmicas (diabetes mellitus, leucemia, AIDS, depressão, estresse, cirrose hepática e desnutrição entre outras), predisposição genética, hábitos deletérios como FUMO, medicamentos como hormônios anticoncepcionais e imunossupressores.

A genética pode influenciar?

Pode sim. Em algumas doenças periodontais o componente genético tem muita importância, fazendo com que membros de um determinado grupo familiar sejam mais susceptíveis. Convém, portanto, proceder ao exame de familiares de pacientes periodontais para cerificar-se de sua saúde gengival e intensificar os procedimentos preventivos nesses grupos.

Prevenção e tratamento


Bem, agora que você já sabe como a doença ocorre, já é hora de saber como prevení-la e tratá-la não é mesmo?Como qualquer doença, o melhor é jamais vir a tê-la. Para a doença periodontal isso, na maioria dos casos, é perfeitamente possível. Para preveni-la, você deve manter um excelente padrão de higiene oral e evitar os hábitos que predispõem ou agravam a doença (cigarro principalmente).

Periodontia

 

Caso você não possa abandonar algum hábito, precise usar medicamentos que prejudicam o periodonto, ou use próteses ou aparelhos que acumulem placa, o melhor a fazer é redobrar os cuidados de higiene oral domiciliares e profissionais.


Procure conhecer as formas corretas de remover a placa bacteriana de seus dentes. Use também um evidenciador de placa, que é um corante com função de permitir a visualização dos depósitos sobre os dentes.


Mais rapidez e conforto no tratamento periodontal- MICROESFERAS DE MINOCICLINA


Um produto que vem sendo utilizado pelo NOB um coadjuvante no monitoramento de pacientes com doença periodontal que visa a evitar a necessidade de cirurgias. Mais rapidez e conforto no tratamento periodontal- MICROESFERAS DE MINOCICLINA Tradicionalmente os pacientes que apresentaram Periodontite (perda do suporte dos dentes) têm que ser mantidos em um rigoroso sistema de revisão periódica, com limpezas e raspagens freqüentes e cirurgias gengivais. O novo tratamento coadjuvante a isto é o controle químico da infecção bacteriana com a aplicação local de um antibiótico de última geração que é composto de micro-esferas de minociclina, que aplicadas no local garantem uma a resolução da inflamação por um período maior do que os outros tratamentos disponíveis, substituindo em muitos casos as cirurgias.


Lembre-se ainda:


- que o fio dental é tão importante quanto a escova de dentes;

- que áreas com sangramento são áreas inflamadas e deverão ser limpas com rigor ainda maior para que sarem e parem de sangrar.


 

O tratamento da doença periodontal começa com a remoção das causas, ou seja, raspagem do cálculo, remoção de fatores retentivos de placa e da placa em si e uso de medicamentos. Casos mais avançados muitas vezes precisam de tratamentos cirúrgicos com objetivo de acesso às raízes dentais para raspagem ou para alcançar a regeneração de tecidos destruídos pela infecção.


Para qualquer tratamento efetuado é imprescindível o controle periódico, com manutenção através de raspagens e profilaxias. A boca é uma cavidade aberta ao meio externo, sendo constantemente invadida por bactérias. Por isso para se evitar a recorrência da doença periodontal é necessário evitar o acúmulo de microorganismos (placa).


Diagnóstico da doença periodontal



 

O que são as Cirurgias Plásticas Periodontais?


São cirurgias que visam corrigir defeitos gengivais e de tecidos moles em regiões que apresentam algum tipo de comprometimento estético. Os defeitos que mais incomodam os pacientes são retrações gengivais, alterações de papilas interdentais, perdas de altura e espessura em áreas que foram submetidas a extrações e tecidos moles insatisfatórios ao redor dos implantes.


 

Quando são indicadas e quais os requisitos para poder submeter-se a uma cirurgia plástica?


A indicação principal se dá quando o defeito altera a harmonia do sorriso do paciente. Como requisito obrigatório, exige-se saúde bucal. Doenças periodontais, cáries, problemas endodônticos, entre outros, devem ser tratados antes de qualquer cirurgia estética.


Sorriso gengival.


Trata-se de situações clínicas em que ao sorrir há excesso de gengiva aparente, com efeito entiestético.


Tem-se que avaliar caso a caso a possibilidade de uso de toxina para reduzir atividade muscular, na correção estética do sorriso gengival ou uso de cirurgias corretivas com alterações de inserção muscular e ou remoção de tecido gengival.

 

Por que são necessários enxertos gengivais para recobrir raízes?


A razão principal é estética, especialmente quando o paciente mostra a raiz ao sorrir ou ao falar. O enxerto também pode ser indicado em raízes que apresentam sensibilidade às variações de temperatura.


De onde são retirados os enxertos? 


As técnicas que apresentam melhores resultados estéticos são aquelas que utilizam enxertos retirados do palato, chamados de enxertos subepiteliais, pois utiliza-se apenas uma delicada camada de tecido que fica embaixo do epitélio. Há situações em que é possível o uso de materiais sintéticos com resultados muito favoráveis e nesse caso a cirurgia é mais simples e tem pós-operatório mais confortável. 


Por que é necessário aumentar os rebordos que sofreram extrações?


É comum, após as exodontias (extrações dentárias), haver uma reabsorção óssea e gengival na área ocupada pela raiz, gerando um defeito na anatomia do rebordo. Quando há necessidade de recuperar os tecidos reabsorvidos, utilizam-se enxertos que ajudam a dar um caráter mais natural à prótese que irá recuperar a área desdentada. 


E quanto à dor pós-operatória e ao tempo de recuperação?


As técnicas mais recentes, além de oferecerem ótimos resultados estéticos, proporcionam um pós-operatório com pouquíssimo desconforto ao paciente. Normalmente, o paciente já pode trabalhar no dia seguinte à cirurgia, desde que evite esforços físicos e evite traumatizar a região operada.